imperfeitodoconjuntivo
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A Árvore da vida

os dias correm plenos , a leve poeira que se levanta dos carreiros não deixa adivinhar o peso da lama que o inverno alquimicamente transformará, o ar quente parece suster a azáfama de todos os seres colocando em "pause" a vida….e no entanto uma plenitude imensa preenche-me os sentidos. Não equaciono de onde chega , como não o faço em relação aos ventos ou às marés….invade-me e regozijo com essa sensação. Sons bizarros cortam o ar, angustiando os pássaros que se atrevem a ser perante o calor abafante, também esse som me alimenta e nele sem dar por isso tantas vezes pouso e observo, como se as suas melodias flagelantes nada mais fossem do que um heliporto onde desligo as hélices…..e vivo!
das duas vezes que me aconteceu não consigo quantificar numa escala de arquitectura legível a intensidade das sensações, um vislumbre do eterno não materializável ou uma partida do complexo sistema cerebral ,da matéria orgânica……uma consciência abrupta e súbita do infinito no primeiro dia do pensamento não abstracto, como se o tributo pela entrada no real se tratasse. o carro não devia vir veloz mas pesado e o embate não devia ser forte mas na fragilidade da tenra idade tudo é forte…..e lá estava…"pause"…o silencio inerente…a luz , um vislumbre da eternidade …. "Não tenhas medo" e o experimentar de uma alegria que entra em tudo , que preenche tudo, que harmoniza e relativiza mesmo tudo….e os dias foram correndo plenos, leves e cheios mesmo quando pareciam vazios……muitos dias mais tarde 30 e tal anos sensivelmente, quando o zumbido de tudo o que vive escamoteara quase por completo esse vislumbre e o calor mais uma vez entorpecia , no meio da cidade anacronicamente violenta na sua multitude ambiental , o sinal vermelho, a arvore e subitamente…."pause"….ahhh lá estava …..o deserto, a relatividade temporal, vidente do absoluto, o turbilhão estéril da razão , a questão…..saí desse estado por força circunstancial de novo do som , desta vez frenético das buzinas dos que dependiam de mim e não estavam em "pause" para seguirem os seus rumos conscientes …..alerta !!!! o plano do sonho e do surreal afinal e realmente são coexistentes e bem reais, nessa morada de absoluto, residirá o dogma da morte….a morte e a vida afinal são a mesma coisa ….."pause"……ou por força da consciência do amadurecimento me perdia na questão pueril quando devera simplesmente fluir…a terceira vez …..espero por ela, o chamado vislumbre do finito real agora que mais 20 anos se passaram, ciente de que o próximo "pause" será talvez o principio de um novo "play"….a união ….o próprio calor entorpecente, o grande ventre ….a fusão….o zero absoluto.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
sábado, 12 de março de 2011
O Silêncio dos inocentes
quinta-feira, 3 de março de 2011
the thin red line (barreira invisivel)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Lost in translation

